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A tia da couve, o Ilú Obá e a magia do carnaval

“Vou ser a tia da couve”. É uma das frases que digo quando penso em minha aposentadoria. Posso ser a “tia da couve” ou uma senhora sentada lendo livros ou revivendo memórias (o que não seria ruim). Mas, hoje meu desejo é de ser a “tia da couve”, aquela mais velha que vai pra escola de samba para auxiliar em várias coisas, incluindo picar a couve para as tradicionais feijoadas realizadas pra ajudar na arrecadação de verba para a manutenção das agremiações.

E de onde surge tal vontade?

Minha mãe diz que meu gosto pelo carnaval começou muito cedo. Segundo ela, quando meu pai saía para tocar na bateria da escola de samba da minha cidade, eu fazia minha mãe me levar pro ensaio. E ela, mesmo cansada depois de um longo dia de trabalho, lá íamos nós. E, assim, ainda na primeira infância, aprendi a sambar.

Tudo isso explica muito sobre meu gosto pelo carnaval. Feliz, Neto também curte e consigo ir para os ensaios em quadras e aos técnicos, no Anhembi, também. Ainda ei de desfilar. Tenho uma escola de coração? Ainda não.

Escrevi este texto enquanto estou assistia ao desfile das escolas de samba do grupo Especial do carnaval de São Paulo, após retornar do Bloco Ilú Obá De Min Oficial, na sexta-feira, 09 de fevereiro. Aliás, o único bloco que tem meu coração 🤎 e que aprecio há uns 10 anos.

Gosto tanto da folia, que me proponho a passar as madrugadas em frente à TV acompanhando o passar de cada comunidade. Tal fato me faz recordar dos anos em que meus irmãos e eu jogávamos o colchão na sala da casa de nossa mãe e ficávamos ali, apreciando cada segundo. Eita, que nostálgica.

Para encerrar os devaneios carnavalescos, durante o cortejo do Ilú Obá De Min Oficial , que abriu o carnaval de rua paulistano, com honras à Marielle Franco, fui alegre ao ver pessoas como eu, como minha mãe, como meu pai sendo genuinamente felizes. Eram cantos, sorrisos e expressões para além do glamour.

Ver pessoas que têm boletos, questões sociais e econômicas graves, cuja vida é #Féladaputa, se permitindo “esquecer” tudo isso por algumas horas, me mostra a verdadeira mágica do carnaval.

Enfim, é isso…Um amontoado de palavras, de quem tem a mente frenética e que se emocionou ao ser “corda” para mais de 400 mulheres negras e que viu a alegria das amigas/irmãs enquanto desfilavam.

Que os próximos dias sejam tão bons quanto as horas de folia..

“Vou ser a tia da couve”. É uma das frases que digo quando penso em minha aposentadoria. Posso ser a “tia da couve” ou uma senhora sentada lendo livros ou revivendo memórias (o que não seria ruim). Mas, hoje meu desejo é de ser a “tia da couve”, aquela mais velha que vai pra escola de samba para auxiliar em várias coisas, incluindo picar a couve para as tradicionais feijoadas realizadas pra ajudar na arrecadação de verba para a manutenção das agremiações.

E de onde surge tal vontade?

Minha mãe diz que meu gosto pelo carnaval começou muito cedo. Segundo ela, quando meu pai saía para tocar na bateria da escola de samba da minha cidade, eu fazia minha mãe me levar pro ensaio. E ela, mesmo cansada depois de um longo dia de trabalho, lá íamos nós. E, assim, ainda na primeira infância, aprendi a sambar.

Tudo isso explica muito sobre meu gosto pelo carnaval. Feliz, Neto também curte e consigo ir para os ensaios em quadras e aos técnicos, no Anhembi, também. Ainda ei de desfilar. Tenho uma escola de coração? Ainda não.

Escrevi este texto enquanto estou assistia ao desfile das escolas de samba do grupo Especial do carnaval de São Paulo, após retornar do Bloco Ilú Obá De Min Oficial, na sexta-feira, 09 de fevereiro. Aliás, o único bloco que tem meu coração 🤎 e que aprecio há uns 10 anos.

Gosto tanto da folia, que me proponho a passar as madrugadas em frente à TV acompanhando o passar de cada comunidade. Tal fato me faz recordar dos anos em que meus irmãos e eu jogávamos o colchão na sala da casa de nossa mãe e ficávamos ali, apreciando cada segundo. Eita, que nostálgica.

Para encerrar os devaneios carnavalescos, durante o cortejo do Ilú Obá De Min Oficial , que abriu o carnaval de rua paulistano, com honras à Marielle Franco, fui alegre ao ver pessoas como eu, como minha mãe, como meu pai sendo genuinamente felizes. Eram cantos, sorrisos e expressões para além do glamour.

Ver pessoas que têm boletos, questões sociais e econômicas graves, cuja vida é #Féladaputa, se permitindo “esquecer” tudo isso por algumas horas, me mostra a verdadeira mágica do carnaval.

Enfim, é isso…Um amontoado de palavras, de quem tem a mente frenética e que se emocionou ao ser “corda” para mais de 400 mulheres negras e que viu a alegria das amigas/irmãs enquanto desfilavam.

Que os próximos dias sejam tão bons quanto as horas de folia..